Entrevista

[Wan Syamsul, Deadhead zine (Malásia), 2000]

Concedida por Gerald Incubus, créditos ao site da Cogumelo Records.

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DEADHEAD - O Sarcófago está de volta com o lançamento do MCD Crust, fale um pouco sobre este trabalho. Por que houve um intervalo tão grande entre este lançamento e o álbum The Worst?
GERALD INCUBUS - Crust foi um experimento antes das gravações do nosso novo álbum, que será lançado no início de 2001. Sobre o intervalo entre The Worst e Crust, é devido a nossos projetos solo.

DH - Que tipos de diversidade usaram neste MCD?
GI - Novos experimentos eletrônicos nas vozes.

DH - Seu álbum de estréia I.N.R.I. foi definitivamente um projeto do que acontece atualmente no Black/Death Metal, e houve o relançamento deste álbum, remasterizado. Vocês acham necessário manter o seu legado?
GI - Em nossa opinião, I.N.R.I. é um trabalho antigo e clássico. Então decidimos relançá-lo, com as seguintes faixas bônus: as músicas do Warfare Noise I, e três faixas gravadas ao vivo em Buenos Aires, Argentina.

DH - Quem teve a idéia da capa do I.N.R.I. remasterizado, com o logo Sarcófago bem escrito?
GI - Decidimos usar a foto original do da capa do LP para deixar claro de que se tratava de um trabalho remasterizado, já que a primeira prensagem do CD foi lançada com uma foto diferente. Nós usamos a foto da capa original do disco lançado em 1987.

DH - Como está indo o progresso do tributo ao Sarcófago? Qual o seu envolvimento com o projeto?
GI - Estamos deixando tudo a cargo da Cogumelo Records. Estamos muito satisfeitos até agora com o projeto. Participaremos da fase final da seleção de bandas.

DH - Quais as diferenças que podem ser observadas entre o antigo Sarcófago original e o Sarcófago de hoje?
GI - Toda banda evolui mas o Sarcófago não se preocupou com isto. Sempre quisemos ser os mais radicais naquilo em que acreditamos.

DH - O Sarcófago já teve problemas com cristãos?
GI - Sim, tivemos problemas com religiosos, porque eles não conseguem enxergar a realidade sobre a massificação da religião, que somos contra. Algumas de nossas capas foram censuradas, alguns de nossos CDs foram retidos nas alfândegas, este tipo de coisa.

DH - Você acha que a comunidade underground ainda é importante para a banda?
GI - Sim. Sem o underground não haveria Sarcófago. Sempre valorizamos muito a cena underground e é por isto que existimos como banda até hoje.

DH - Existe alguma idéia para celebrar o 15º aniversário do Sarcófago em 2001?
GI - Sim, claro. Vamos lançar nosso novo álbum e organizaremos um grande show.

DH - O que você poderia dizer para promover o álbum Crust?
GI - Você tem que pegar o CD e ouvir, é tudo o que tenho a dizer.

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